Anvisa reforça a atenção ao coronavírus em portos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou as ações para evitar que o coronavírus chegue ao Brasil pelos portos.

O órgão destacou a necessidade de apresentação, por parte dos comandantes dos navios, declarações de saúde da tripulação regra esta já existente. O documento deve ser apresentado 72 horas antes da chegada do cargueiro.

Nesta segunda-feira dia 27/01, a Organização Mundial de Saúde aumentou de “moderado” para “elevado” o risco internacional do coronavírus. Até o dia anterior, os dados oficiais apontavam 82 mortes e mais de 2,7 mil pacientes infectados apenas na China, onde a epidemia teve início. Além do primeiro registro de morte na capital, Pequim.

As principais ações de prevenção incluem a intensificação dos procedimentos de limpeza e desinfecção em terminais portuários, além da utilização de equipamentos de proteção individual (EPI), conforme os protocolos. Além disso, sensibilizar as equipes dos postos médicos quanto à detecção de casos suspeitos é outro ponto de atenção. O órgão também está alerta para possíveis solicitações de listas de viajantes para investigação de contato.

O presidente substituto da Anvisa, Antonio Barra Torres, destacou as normas que apontam as diretrizes a serem adotadas em casos de surtos, como a necessidade de notificação de casos suspeitos antes de o navio atracar.

No caso das embarcações, existe a obrigação de autorização prévia para atracar, o certificado de Livre Prática. A notificação de casos suspeitos precisa ser feita antes de o navio chegar e pode ser atualizada a qualquer momento.

Esse sistema de notificação é integrante de um plano maior, o Porto Sem Papel, onde a comunicação eletrônica é preconizada e agiliza o fluxo da informação nesses casos.

De acordo com a autoridade, há um comitê instalado desde o último dia 22 para evitar a propagação do coronavírus no Brasil e diante de alguma notificação advinda de embarcação de porto, a Anvisa pode ir a bordo e avaliar a situação junto com o comandante da embarcação. Se entendido como necessário, o Cievs (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde) local é acionado para efetuar a avaliação do caso em tela.

Segundo o Ministério da Saúde, até o momento, um paciente com sintomas da doença, como febre, tosse e dificuldade para respirar, é considerado como caso suspeito do novo coronavírus. Além disso, o paciente precisa ter viajado para área com transmissão ativa do vírus nos últimos 14 dias antes do início desses sintomas.

 

Fonte: A Tribuna

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