Cresce utilização de contêineres para exportações do agronegócio.

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O Porto de Santos movimentou, entre janeiro e novembro do ano passado, 2,3 milhões de TEU, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. O volume representa uma queda de 1% em relação às operações do mesmo período em 2018, porém, há um crescimento na utilização de caixas metálicas para o transporte de commodities ao mercado internacional.

Cargas como farelo de soja, milho, celulose e sucos cítricos, que antes eram embarcadas exclusivamente a granel, agora vem sendo cada vez mais transportadas em caixas metálicas.

Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) a movimentação de cargas conteinerizadas deve ser favorecida pelo maior dinamismo da atividade econômica interna e global.

No caso do farelo de soja, o aumento é de 75% na utilização de conteineres. Apenas no mês de novembro, 22 mil toneladas foram embarcadas em caixas metálicas no cais santista e no acumulado do ano, o crescimento é de 57,6% com a conteinerização atingindo 242.243 toneladas.

Em relação ao milho, o crescimento foi ainda maior, cerca de 110,2% em novembro, o que resultou em 11.850 toneladas embarcadas em contêineres. Já nos 11 meses de 2019, 61.075 toneladas foram transportadas em caixas metálicas, um crescimento de 45,3% em relação ao mesmo período de 2018.

Vale destacar que, no caso dos granéis sólidos de origem vegetal, as movimentações de cargas em contêineres não são impactadas em períodos chuvosos.

Os embarques de carnes também registraram alta, as operações neste casos são realizadas em contêineres frigoríficos. Entre janeiro e novembro, 1,4 milhão de toneladas foram embarcadas em caixas metálicas, chegando a um aumento de 127,8% em relação ao ano anterior.

A escolha pela conteinerização de commodities é uma tendência mundial. As cargas migram quando há vantagem no frete e facilidade de transporte. Quando é mais barato e mais eficiente do que a operação a granel, conteinerizar é a melhor solução.

A opção por caixas metálicas também é mais viável em casos em que o volume da mercadoria comprada é menor e não vale a pena carregar um navio inteiro.

Outra possibilidade que força a conteinerização de commodities é quando os portos receptores não têm grande oferta de terminais graneleiros. Com isso, a escolha natural é transportar cargas em caixas metálicas, que garantem uma descarga ágil, além de uma operação limpa.

 

Fonte: A Tribuna

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