Operações no Porto de Santos ampliam com as novas regras de atracação

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Com a flexibilização das regras de atracação em berços nos cais do Saboó, Outeirinhos e outros atos de gestão garantiram um novo recorde operacional mensal para o Porto de Santos e um aumento de 12,1% na vinda de navios ao complexo.

Essas marcas foram registradas em outubro, quando o cais santista, com a atracação de 426 cargueiros, movimentou 12,78 milhões de toneladas, são 46 cargueiros a mais do que no mesmo período no ano passado.

Isso foi possível graças a uma alteração no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do cais santista, em vigor desde 2006. A nova norma era um pedido antigo da comunidade portuária e ela permitiu a redução na fila de espera de navios na Barra.

No primeiro semestre, uma média de 70 embarcações aguardavam uma janela de atracação todos os dias. Segundo Marcelo Ribeiro de Souza, diretor de Operações Logísticas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), atualmente, há cerca de 55 cargueiros em fila na Barra diariamente.

Há mais de um ano, a falta de berços para a atracação de navios de granéis sólidos, como fertilizantes, causou muita dor de cabeça, filas na Barra e prejuízos milionários a usuários do complexo. Naquela época, os cargueiros aguardavam quase três meses por uma oportunidade de realizar a descarga das mercadorias e os outros navios sequer planejavam a atracação no complexo, buscando outros portos para maior agilidade.

Na média dos últimos cinco anos, o complexo marítimo movimentou 10,5 milhões de toneladas nos meses de outubro. Mas no mês passado, o volume foi de 12,8 milhões de toneladas.

Em comparação com outubro de 2018, as operações foram 24,7% maiores no mês passado. Para Ribeiro, esse volume é resultado das ações adotadas pela diretoria executiva das Docas a partir de setembro.

Já em Outeirinhos, uma negociação com a Marinha do Brasil permitiu operações de navios de celulose no Cais da Marinha. A primeira ocorreu em 21 de outubro.

Apenas no mês passado, os embarques de celulose cresceram 13,1%. Chegando a um total de 477.869 toneladas da carga que foram operadas no cais santista enquanto em outubro do ano passado, o volume foi de 422.477 toneladas.

No acumulado do ano, o crescimento foi de 7,2% e as operações de celulose atingiram a marca de 4 milhões de toneladas. No mesmo período de 2018, o volume movimentado foi de 3,7 milhões de toneladas.

As operações da carga tendem a crescer ainda mais no Porto. Um dos planos da Autoridade Portuária é implantar um grande terminal de celulose no local anteriormente ocupado pelo Grupo Libra, na Ponta da Praia. Mas, para isso, ainda é necessário um aval do Governo Federal.

Fonte: A Tribuna

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