O Conselho de Administração (Consad) da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) quer ouvir o Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil e a Advocacia-Geral da União (AGU), antes de analisar a proposta da direção da empresa para retomar a dragagem de manutenção no canal de navegação do Porto de Santos.

A exigência foi definida na reunião do Consad. A dragagem de manutenção do canal nos trechos 2, 3 e 4 – que vão do Ferry Boat até a Alemoa – está suspensa desde fevereiro. O contrato em vigência na época não foi renovado, pois a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP, que foi extinta pelo presidente interino Michel Temer no início de seu governo e cujas funções foram assumidas pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil) acreditava que a licitação que coordenava para uma nova contratação da dragagem seria concluída a tempo de substituir o serviço.

A previsão não se realizou. Com o constante assoreamento (acúmulo de sedimentos trazido pelas correntezas) nesses trechos do estuário e a consequente perda de profundidade em alguns pontos, o Porto teve suas condições de navegação reduzidas. No mês passado, a Capitania dos Portos de São Paulo diminuiu em 90 centímetros o calado máximo que um navio pode apresentar em frente ao cais da Brasil Terminal Portuário (BTP), prejudicando as operações da empresa. O calado é a altura da parte do casco que fica submersa. Quando essa medida é reduzida, consequentemente o navio não pode afundar tanto, tendo de restringir o peso de carga que transporte.

Fonte: A Tribuna

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