Codesp estuda adquirir uma draga para o complexo santista

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A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) estuda adquirir uma draga para regularizar os serviços de manutenção e ampliação da profundidade dos acessos aquaviários do Porto de Santos. Na última quinta-feira, o presidente da estatal, Angelino Caputo e Oliveira, visitou o estaleiro da companhia IHC em Roterdã, nos Países Baixos, a fim de obter informações sobre preço e condições de entrega. A empresa é líder mundial no projeto e na fabricação desse tipo de embarcação.

Questionado se a Codesp realmente pretende comprar uma draga, o presidente explicou que, “por enquanto, isso é apenas um estudo, uma possibilidade que estamos avaliando. Diante do cenário atual, podemos, pelo menos, considerar opções”, referindo-se aos preços praticados pelas empresas de dragagem, que têm dificultado a contratação do serviço pelo Governo.

Desde o final do ano passado, o serviço de dragagem do complexo santista não ocorre de forma regular. Isso ocorreu devido a problemas com a empresa que realizava o trabalho. Para solucionar em definitivo a questão, a Secretaria de Portos (SEP) abriu uma licitação internacional para contratar a obra. Essa concorrência acabou sendo considerada fracassada, pois as empresas participantes apresentaram preços superiores aos previstos pela pasta federal.

No último mês, um segundo processo foi aberto e também recebeu ofertas superiores ao orçamento programado pela SEP. O órgão federal negocia com as concorrentes uma redução em seus preços. A primeira colocada – o consórcio Dragagem Santos (formado pela Van Oord e pela Boskalis) – diminuiu a cifra apresentada, de R$ 545 milhões, mas as negociações para a execução do serviço não avançaram.

Atualmente, os técnicos da Secretaria conversam com a segunda colocada – o consórcio Etesco-Tulipa – que pediu R$ 579 milhões. O grupo aceitou reduzir a quantia proposta, mas a nova oferta não foi revelada pelos representantes da pasta.

O projeto de dragagem que está sendo licitado prevê a manutenção da profundidade do canal de navegação (calha central), dos berços de atracação (locais rentes ao cais onde os navios atracam) e de suas bacias de evolução (áreas de manobras dos navios, localizadas entre o canal e os berços). Conforme o edital, o canal e as bacias terão de ficar com uma fundura de 15,4 a 15,7 metros, enquanto os pontos de atracação, de 7,6 a 15,7 metros, dependendo do local.

A dragagem é essencial ao Porto de Santos, uma vez que vários rios deságuam no canal do estuário, trazendo lama e sedimentos em suas águas. Com isso, os acessos aquaviários do complexo marítimo acabam sofrendo com um sério assoreamento (a deposição de sedimentos no leito), reduzindo sua profundidade. O serviço também é estratégico, já que com a perda de fundura, os navios não podem entrar ou deixar o porto com sua capacidade máxima de carga (o que os faria “afundar” mais no canal, podendo ficar encalhados em uma região assoreada). Trazendo menos mercadorias, o custo proporcional do transporte aumenta, prejudicando a competitividade do Porto.

Viagem

Angelino viajou aos Países Baixos para participar de visitas técnicas ao Porto de Roterdã (o principal do Ocidente) e ao porto fluvial de Duisburg (na Alemanha), que concluem a programação deste ano do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. O seminário é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos. Os painéis da edição 2014 ocorreram nos últimos dias 12 e 13. A ida aos terminais holandeses e à instalação alemã estão agendadas para a próxima semana.

Fonte: A Tribuna

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