Circulação de contêineres em portos latino-americanos e caribenhos cresce 6,1%, diz CEPAL

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O volume de contêineres transportados pelos portos da América Latina e Caribe teve alta de 6,1% em 2017, alcançando 50,6 milhões de unidades. É o que revela um levantamento divulgado pela comissão econômica das Nações Unidas para a região, a CEPAL. Porto de Santos foi classificado como o segundo com maior circulação desse tipo de carga — foram 3,5 milhões de unidades, número que indica crescimento na comparação com 2016 (3,39 milhões).

O volume de contêineres transportados pelos portos da América Latina e Caribe teve alta de 6,1% em 2017, alcançando 50,6 milhões de unidades. É o que revela um levantamento divulgado nesta segunda-feira (28) pela comissão econômica das Nações Unidas para a região, a CEPAL. Porto de Santos foi classificado como o segundo com maior circulação desse tipo de carga — foram 3,5 milhões de unidades, número que indica crescimento na comparação com 2016 (3,39 milhões).

O ranking divulgado pela agência da ONU aponta para uma recuperação regional do transporte dessas cargas marítimas, sobretudo quando considerados os últimos três anos. Nesse período, a CEPAL lembra que as taxas de crescimento da circulação de contêineres foram, em média, baixas ou negativas. O saldo positivo em 2017 também confirma melhorias no comércio exterior da América Latina e Caribe.

Os países que mais contribuíram para a oscilação da taxa de circulação foram a República Dominicana (24%), Colômbia (13,3%), México (12,2%), Panamá (10,1%) e Brasil (5%). Atrás dessas cinco nações, vêm Honduras (9,8%), Peru (9,4%), Argentina (6,7%), Uruguai (5,8%), Chile (5,7%) e Equador (4,7%), cujas variações tiveram repercussão menor no índice regional, mas foram significativas em nível nacional.

Suriname (13,9%), Granada (11,6%) e Nicarágua (9,5%) tiveram participação marginal na alta da circulação em todos os países latino-americanos e caribenhos, mas também registraram crescimentos individuais importantes.

Os primeiros 40 portos do ranking da CEPAL respondem por pouco mais de 87% de todas as operações de transporte de contêiner na região, o equivalente a 44 milhões de unidades. Os outros cem portos representam 13% da circulação — cerca de 6,6 milhões de contêineres.

Quando considerados os dez primeiros colocados na lista da comissão, os números revelam um cenário ainda maior de concentração do transporte desse tipo de carga — 48,2% dos contêineres passa por esses ancoradouros. A variação da taxa de circulação nesses portos foi de 7,9% em 2017, acima da média regional.

Na costa leste da América do Sul, houve aumento de 5,3% na quantidade de contêineres transportados, o que compensou a queda de 2,8% em 2016. A recuperação foi associada às atividades dos portos da Argentina, Brasil e Uruguai. Na costa oeste da região, a alta foi de 6,4%, maior que os 3,7% de 2016. Avanço foi associado a evoluções positivas nos terminais do Peru, Chile, Equador e Colômbia.

Em ambas as costas da América Central, contando o México, o transporte de contêineres teve crescimento — na costa leste, houve alta de 12,6%; na oeste, de 4,8%. Segundo a CEPAL, o aumento reverteu os resultados negativos em 2016, quando o litoral ocidental teve saldo de -1,2% e o oriental, de -1,3%.

Na costa norte da América do Sul e no Caribe, o desempenho dos terminais foi bem distinto. De um lado, os portos caribenhos voltaram a registrar quedas (-1,1%), assim como em 2016 (-2,5%). Já o litoral sul-americano teve aumento de 11,4%, valor bem mais alto que os módicos 0,4% do ano anterior.

A CEPAL lembra que as altas na América Latina e Caribe acompanharam um cenário global de crescimento. De acordo com a publicação Alphaliner, os 110 maiores portos de contêineres do mundo registraram crescimento de 6,1% no volume operado em 2017. Foram 600 milhões de contêineres transportados. Em 2016, o número era de 565 milhões. De todos esses portos, 98 tiveram ganhos e apenas 12 relataram perdas.

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